A ação expressa pela requisição
Método HTTP é o elemento da requisição que expressa a ação pretendida sobre um recurso. GET, POST e DELETE são exemplos. O endereço identifica o destino, e o método participa da definição do que o cliente solicita naquele destino.
Ao consultar um contato, você pode usar GET em /contatos/42. Para solicitar a exclusão, a API pode oferecer DELETE no mesmo caminho. A chamada só deve ser feita conforme o contrato, pois trocar o método altera a finalidade da requisição.
Os métodos têm significados definidos pelo protocolo, e a implementação precisa respeitá-los. O nome do método não impede, sozinho, um servidor mal implementado de alterar recursos durante uma consulta. Por isso, a documentação e os testes precisam corresponder ao comportamento real.
Os métodos mais usados
GET solicita uma representação do recurso. HEAD solicita os mesmos cabeçalhos que seriam enviados em uma consulta equivalente, mas sem entregar o corpo. Eles podem ser usados para consultar conteúdo ou suas informações sem solicitar uma alteração no recurso.
POST solicita o processamento do conteúdo enviado conforme a função do recurso. Criar um contato é um uso comum, mas o método também pode iniciar uma importação ou executar outra operação. Associar todo POST exclusivamente à criação limita o significado do protocolo.
PUT solicita a criação ou substituição do estado do recurso no endereço indicado. PATCH aplica modificações conforme o formato de alteração aceito pela API. Para usar um deles, você precisa saber se deve enviar uma representação completa ou uma descrição das mudanças.
DELETE solicita a remoção da associação entre o endereço e a funcionalidade oferecida pelo recurso. A aplicação pode manter registros internos, históricos ou uma marca de exclusão. O método não promete apagar fisicamente todos os arquivos relacionados.
Mesmo caminho, chamadas diferentes
GET /contatos → consultar a lista
POST /contatos → criar um contato
GET /contatos/42 → consultar o contato
DELETE /contatos/42 → solicitar a exclusãoSegurança semântica e idempotência
Um método considerado seguro, como GET, não solicita mudança de estado do recurso. Isso não significa ausência absoluta de efeitos, pois o servidor pode registrar o acesso em um log. Significa que a finalidade da chamada é leitura.
Idempotência descreve o efeito pretendido de repetir uma chamada. PUT e DELETE são idempotentes pela semântica HTTP, mas as respostas de duas tentativas podem ser diferentes. Excluir um recurso e repetir a exclusão não precisa produzir o mesmo status nas duas chamadas.
POST e PATCH não oferecem essa propriedade por definição geral. Uma API pode implementar proteção contra repetição, que precisa ser usada conforme sua documentação. Confira essa condição antes de reenviar uma operação após timeout.
Para localizar a chamada completa, consulte endpoint e compare método, endereço e contrato antes do teste.
Dúvidas frequentes
Perguntas frequentes sobre Método HTTP
- POST serve apenas para criar registros?
- POST solicita o processamento do conteúdo enviado conforme a função do recurso. A criação de um registro é um uso comum, mas o método também pode iniciar outros processamentos.
- PUT e PATCH são equivalentes?
- PUT solicita criar ou substituir o estado do recurso. PATCH aplica modificações segundo um formato específico. O contrato informa a representação exigida em cada operação.
- Um método idempotente sempre devolve a mesma resposta?
- A propriedade se refere ao efeito pretendido no servidor. A resposta pode mudar entre tentativas, como uma exclusão que encontra o recurso na primeira chamada e sua ausência na segunda.
- O que significa receber 405?
- O servidor reconhece o método, mas não o permite para o recurso acessado. Confira o cabeçalho Allow e a ação descrita na documentação antes de tentar outra chamada.
Para continuar
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