Vulnerabilidades do Kestra em 25/06/2026

O aviso aborda o armazenamento das senhas do BasicAuth no Kestra de código aberto. A exploração exige acesso ao registro de autenticação no PostgreSQL, inclusive por um backup exposto. Você precisa conferir tanto a versão instalada quanto o acesso ao banco, porque as tentativas de descobrir a senha acontecem fora do Kestra.

AplicativoKestra
Data do compilado
Vulnerabilidades1
Gravidade altaCorreção disponível

Hash do BasicAuth permite descobrir a senha administrativa fora do Kestra

O BasicAuth armazena a senha como um hash SHA-512 calculado a partir do salt e da senha. O salt diferencia os hashes, mas o cálculo exige pouco processamento por tentativa. Um invasor que obtenha o registro kestra.server.basic-auth da tabela settings pode testar senhas localmente até encontrar uma combinação correspondente, sem enviar tentativas de login ao Kestra. A senha recuperada permite acesso administrativo e alteração dos flows. Em uma instalação Kubernetes com execução de comandos no worker e token de ServiceAccount acessível, esse acesso também pode permitir a leitura de Secrets conforme as permissões atribuídas ao pod.

Casos de uso afetados

  • Você utiliza o BasicAuth em uma versão afetada e um backup do PostgreSQL fica acessível a um invasor. O registro de autenticação presente nesse arquivo permite testar senhas mesmo sem acesso direto à instância do Kestra.
  • O PostgreSQL da sua instalação permite leitura não autorizada da tabela settings. A exposição do hash e do salt possibilita um ataque por dicionário fora da aplicação, sem que o limite de tentativas de login reduza esses testes.
  • Você executa flows em Kubernetes com tarefas de shell no worker. Após recuperar a senha administrativa, um invasor pode criar um flow para ler o token montado da ServiceAccount e acessar Secrets caso as permissões dessa identidade autorizem a leitura.

Confira na sua instância

Confira a versão efetivamente executada pelo Kestra e compare-a com a faixa <=v1.3.1. Verifique se o BasicAuth está ativo. Com acesso administrativo ao PostgreSQL, inspecione o formato do campo password no registro kestra.server.basic-auth da tabela settings, sem divulgar o hash nem o salt. Uma sequência hexadecimal de 128 caracteres corresponde ao formato SHA-512 descrito no aviso. Revise as permissões de leitura dos backups e o acesso de rede ao banco. Em Kubernetes, confira se o token da ServiceAccount está montado no worker e se essa identidade pode ler Secrets no namespace utilizado. A API informa a correção 1.3.24, mas você ainda precisa confirmar a atualização da instância e verificar como as credenciais existentes foram migradas.

Versões afetadas e correções

Faixas declaradas no comunicado oficial, por linha de manutenção
LinhaAfetadasCorrigidas
Kestra<=v1.3.11.3.24

O aviso também identifica a falha como CVE-2026-55069. O relato afirma que não havia patch na época da pesquisa, mas o campo de versões corrigidas da API informa 1.3.24. Os campos estruturados de pontuação estão vazios, embora o relato apresente 8,7. Restringir o acesso ao PostgreSQL e aos backups, usar uma senha aleatória longa e acompanhar os acessos à tabela settings são mitigações parciais que não corrigem o armazenamento com SHA-512.

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Luiz Eduardo Oliveira Fonseca

Luiz Eduardo Oliveira Fonseca

Fundador e Mentor

Programador há mais de 20 anos, fundador da Powertic e da Promovaweb. Embaixador do n8n no Brasil e da Baserow, Chatwoot, Miro e Kestra. Membro do Product Team do Mautic.

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