O dia 2026-06-17 trouxe mudanças publicáveis no Antigravity CLI, no Copilot CLI e no Kestra. O Codex também publicou uma sequência alpha da linha 0.141.0, mas a origem trouxe apenas identificadores de versão e ficou fora do artigo público por falta de nota técnica.
Resumo do dia
O Antigravity CLI 1.0.9 concentrou a maior parte do cuidado em execução protegida, plugins e estabilidade da TUI. O Copilot CLI v1.0.64-0 ampliou comandos de diagnóstico, MCP e revisão de segurança, enquanto o Kestra v1.0.47 corrigiu pontos de fila, scheduler, triggers e escopo de KVs na linha 1.0.
Changelog do Antigravity CLI 1.0.9
O Antigravity CLI 1.0.9 altera áreas sensíveis para o responsável técnico que usa agente no terminal, incluindo instalação de plugins, permissões automáticas, sandbox e retomada headless. A atualização é pequena em volume, mas exige teste porque torna as verificações de comando mais rígidas e impede .git como caminho perigoso.
Novidades
- Antigravity CLI 1.0.9 — Submódulos em plugins: a instalação de plugins externos agora resolve e inicializa submódulos Git automaticamente. A mudança reduz falhas de plugin quando o repositório depende de conteúdo versionado em submódulo, principalmente em instalações feitas direto pelo CLI.
Melhorias
- Antigravity CLI 1.0.9 — Permissões de customização: o diretório interno de customizações recebe acesso somente leitura automaticamente. A inicialização já não pede permissões repetidas para uma área controlada pelo próprio CLI.
- Antigravity CLI 1.0.9 — Parser da TUI: o parser
glamourganhou tratamento melhor para casos como checkboxes aninhados dentro de ênfase em listas. Quando a renderização falha, a TUI mostra texto bruto com aviso em vez de encerrar a sessão. - Antigravity CLI 1.0.9 — Bubble Tea 2.0.7: a atualização de
bubbleteacorrige panic potencial quando a entrada do terminal não está disponível. O pacote também ajusta tratamento de mouse no Cursed Renderer e comportamento de release do mouse no protocolo Kitty Keyboard. - Antigravity CLI 1.0.9 — Verificação de comandos: a permissão para execução ficou mais rígida em scripts PowerShell, redirecionamentos complexos de shell e strings que não podem ser analisadas com segurança. Esse reforço impede escapes de sandbox por comandos parecidos com entradas permitidas, mas sem correspondência exata.
- Antigravity CLI 1.0.9 — Caminhos perigosos:
.gitentrou na lista central de caminhos perigosos. A mudança protege metadados do repositório contra ações não autorizadas ou destrutivas durante execuções automatizadas.
Correções
- Antigravity CLI 1.0.9 — Argumentos entre aspas: comandos permitidos com argumentos entre aspas, como
python -c "print(1)", voltam a casar corretamente em runtime. A falha vinha de tokenização por espaços e fazia comandos válidos serem recusados silenciosamente. - Antigravity CLI 1.0.9 — Retomada headless: o modo de impressão headless com
--conversation,-ce-pjá não despeja o transcript histórico inteiro. A saída volta a conter apenas a resposta nova gerada naquela retomada. - Antigravity CLI 1.0.9 — ARM64 sem AES: dispositivos ARM64 sem instrução AES no processador receberam correção de compatibilidade. A versão evita falha em máquinas que rodam o CLI sem esse recurso de hardware.
Breaking changes
O Antigravity CLI 1.0.9 não declara breaking change explícito na origem publicada pelo fornecedor. A mudança que mais pede revisão está nas verificações de permissão para comandos, porque allowlists antigas podem depender de correspondência frouxa.
Ponto de Atenção
- Antigravity CLI 1.0.9 — Allowlist de comandos: ambientes que liberam PowerShell, pipes ou redirecionamentos precisam revisar a forma exata registrada na allowlist. Teste sugerido: execute um comando permitido com argumento entre aspas, um redirecionamento com
2>&1e um comando recusado, confirmando se cada caso recebe o resultado esperado. - Antigravity CLI 1.0.9 — Repositório protegido: fluxos que rodam ferramentas dentro de repositórios Git precisam validar se
.gitfica impedido como caminho perigoso. Teste sugerido: tente executar uma ação que alteraria metadados do repositório e confirme se o sandbox impede a modificação. - Antigravity CLI 1.0.9 — Retomada headless: automações que consomem saída de
-pem modo headless devem validar o conteúdo retornado. Teste sugerido: retome uma conversa com histórico longo e confirme se a saída contém apenas a nova resposta.
Notas da versão
O update merece smoke test em terminal interativo, modo headless e máquinas ARM64 quando esses perfis fazem parte do uso diário. A combinação entre sandbox, allowlist e plugins externos é a área que mais pode revelar diferença de comportamento depois da atualização.
Changelog do Copilot CLI v1.0.64-0
O Copilot CLI v1.0.64-0 adiciona comandos úteis para diagnóstico e MCP, além de tornar /security-review disponível sem --experimental. A versão também melhora a leitura de /diff e corrige pontos de sessão, autenticação Azure, exportação Markdown e busca em caminhos Windows.
Novidades
- Copilot CLI v1.0.64-0 — Diagnóstico de sessão: o comando
/diagnosefoi adicionado para analisar logs da sessão. A investigação passa a combinar esses registros com o texto visível na conversa. - Copilot CLI v1.0.64-0 — Registro MCP: o comando
/mcpganhou instalação via registry para procurar e instalar servidores MCP. A descoberta e a instalação ficam disponíveis dentro do próprio CLI. - Copilot CLI v1.0.64-0 — Revisão de segurança: o
/security-reviewagora fica disponível para todos os usuários sem a flag--experimental. A revisão entra no fluxo comum do CLI em vez de depender de ativação experimental. - Copilot CLI v1.0.64-0 — Servidores MCP de plugins: o CLI agora descobre servidores MCP fornecidos por plugins instalados. Plugins podem registrar integrações automaticamente e também aceitar configuração manual.
- Copilot CLI v1.0.64-0 — Saída CSV em ferramentas MCP: ferramentas MCP agora podem retornar saída em CSV. O formato ajuda quando o resultado precisa ser conferido em planilha ou processado por outro comando.
- Copilot CLI v1.0.64-0 — Alias de repetição: o comando
/loopfoi adicionado como alias de/every. A mudança simplifica o uso de repetição de comando no terminal.
Melhorias
- Copilot CLI v1.0.64-0 — Seletor de slash commands: a coluna de nomes no seletor de slash commands aumentou de 25 para 35 caracteres. Nomes longos de skills ficam menos truncados durante a navegação.
- Copilot CLI v1.0.64-0 — Linhas longas no diff: a visualização
/diffagora quebra linhas longas. O conteúdo já não sume por truncamento horizontal durante revisão. - Copilot CLI v1.0.64-0 — Atalhos do diff: labels de hotkey do
/diffforam melhorados para branch, espaços em branco e navegação em árvore. A interface comunica melhor as ações disponíveis durante a revisão.
Correções
- Copilot CLI v1.0.64-0 — Atalho antigo do VS Code: o keybinding incorreto
Ctrl+Enter, criado pelo/terminal-setupantigo, foi removido. A correção evita conflito de atalho herdado de configuração anterior. - Copilot CLI v1.0.64-0 — Imagens de ferramentas: imagens retornadas por ferramentas permanecem visíveis para o modelo em turnos posteriores e depois de retomar a sessão. A correção preserva referência visual em conversas longas.
- Copilot CLI v1.0.64-0 — Exportação com blockquotes: exports do
/sharepreservam blockquotes em Markdown. A saída compartilhada mantém a estrutura do texto original. - Copilot CLI v1.0.64-0 — Resultados em streaming: resultados longos transmitidos por streaming agora respeitam corretamente a exclusão de conteúdo. A correção reduz vazamento de trechos que deveriam ficar filtrados.
- Copilot CLI v1.0.64-0 — Limite de uso: o CLI agora mostra uma mensagem amigável quando o limite adicional de uso é atingido. O desenvolvedor recebe uma explicação mais clara do impedimento.
- Copilot CLI v1.0.64-0 — Glob patterns no Windows: ferramentas de busca agora lidam corretamente com glob patterns no estilo Windows. A mudança melhora compatibilidade em caminhos com separadores dessa plataforma.
- Copilot CLI v1.0.64-0 — Proteção contra kill indevido: a autoproteção contra kill já não marca pipes entre aspas e caminhos terminados em
killcomo ameaça. A correção evita impedimentos falsos em comandos legítimos. - Copilot CLI v1.0.64-0 — Credenciais Azure: credenciais da Azure CLI, PowerShell e Developer CLI voltam a funcionar para autenticação Azure. Ambientes que dependem desses clientes recuperam o login esperado.
Breaking changes
O Copilot CLI v1.0.64-0 não declara breaking change explícito na origem publicada pelo fornecedor. A remoção da ferramenta legada de intent-reporting exige atenção apenas para instalações que ainda chamavam esse recurso antigo.
Ponto de Atenção
- Copilot CLI v1.0.64-0 — MCP via registry: ambientes que usam plugins com servidores MCP precisam validar descoberta, instalação e execução depois do update. Teste sugerido: instale um servidor pelo
/mcp, confirme se um plugin instalado também aparece na descoberta e rode uma ferramenta com saída CSV. - Copilot CLI v1.0.64-0 — Conteúdo filtrado: projetos que usam content exclusion precisam testar resultados longos em streaming. Teste sugerido: execute uma ferramenta que retorne saída extensa e confirme se os trechos excluídos continuam fora da resposta final.
- Copilot CLI v1.0.64-0 — Azure auth: o responsável técnico que autentica via Azure CLI, PowerShell ou Developer CLI deve repetir o login após atualizar. Teste sugerido: rode uma ação simples que dependa de Azure auth e confirme se o CLI reutiliza a credencial correta.
Notas da versão
- Copilot CLI v1.0.64-0 — Recurso removido: a ferramenta legada de intent-reporting foi removida do CLI. O responsável técnico que ainda tiver automações ou documentação interna citando essa ferramenta precisa trocar o fluxo por comandos atuais.
Changelog do Kestra v1.0.47
O Kestra v1.0.47 é um release de manutenção da linha 1.0, com foco em execução recorrente, fila JDBC e permissões de KV. A atualização é mais importante para ambientes que usam triggers por API, usuários restritos por escopo e banco sujeito a falhas transitórias.
Novidades
O Kestra v1.0.47 não trouxe novidade funcional publicável na origem analisada para este dia. A origem concentra o release em correções de core, execution, scheduler, variables e manutenção de testes.
Melhorias
- Kestra v1.0.47 — Versão da linha 1.0: o pacote foi atualizado para
1.0.47. Essa subtarefa mantém a linha de manutenção alinhada ao conjunto de correções do release.
Correções
- Kestra v1.0.47 — Consumer da fila JDBC: o consumer da fila JDBC agora permanece ativo diante de erros transitórios do banco. A correção evita interrupção indevida quando a falha é passageira.
- Kestra v1.0.47 — PostHog em modo dev: o PostHog foi desativado em modo de desenvolvimento e as requisições repetidas de survey em redirects foram interrompidas. O ambiente local fica menos ruidoso durante testes e navegação.
- Kestra v1.0.47 — Flow trigger NORMAL: gatilhos de flow voltam a funcionar para o tipo
NORMAL. A correção afeta fluxos que dependem dessa classificação para disparo. - Kestra v1.0.47 — Recuperação de schedules: o scheduler já não recupera schedules perdidos quando um trigger é reabilitado via API. Esse comportamento evita execuções inesperadas depois de reativar um gatilho.
- Kestra v1.0.47 — Escopo KVSTORE: usuários com escopo
KVSTOREagora localizam e ler KVs sem exigirNAMESPACE. A correção ajusta a permissão para o escopo realmente concedido.
Breaking changes
O Kestra v1.0.47 não declara breaking change explícito na origem publicada pelo fornecedor. Mesmo assim, mudanças em scheduler, permissões de KV e fila JDBC devem passar por validação em ambientes que usam triggers e execução recorrente.
Ponto de Atenção
- Kestra v1.0.47 — Scheduler via API: ambientes que reabilitam triggers por API precisam confirmar se execuções antigas não são recuperadas de forma indevida. Teste sugerido: desabilite um trigger, deixe uma janela de schedule passar, reabilite pela API e confirme se o Kestra não dispara execuções acumuladas.
- Kestra v1.0.47 — Permissões KVSTORE: usuários limitados a
KVSTOREprecisam validar busca e leitura de KVs sem escopoNAMESPACE. Teste sugerido: entre com usuário restrito, pesquise uma KV permitida e confirme se a leitura funciona sem ampliar permissão. - Kestra v1.0.47 — Fila JDBC: instalações com banco sujeito a erro transitório devem observar se o consumer da fila continua vivo após uma falha breve. Teste sugerido: simule indisponibilidade curta do banco em ambiente de teste e confirme recuperação sem reiniciar o worker.
Notas da versão
- Kestra v1.0.47 — Testes intermitentes: testes backend intermitentes foram marcados como
@FlakyTestpara releases da linhav1.0.x. A marcação ajuda a separar falha conhecida de regressão real durante validação do release.
Leitura operacional
O dia pede validação separada por perfil de uso, porque os releases afetam agentes de terminal e execução recorrente no Kestra. Agentes de terminal precisam testar sandbox, plugins, MCP, autenticação e retomada de sessão. Ambientes Kestra precisam focar em scheduler, fila JDBC, triggers e permissões de KV antes de promover o update.